Programa do governo de pós-graduação está quase dois anos atrasado

Camila Turtelli e Matheus Lara – Estadão

Enquanto o ministro da Educação, Milton Ribeiro, ocupa seu tempo com o atendimento de pastores, programas da pasta ficam para trás. O Plano Nacional de Pós-Graduação, criado a cada dez anos para tratar de temas como o financiamento de pesquisas, venceu em 2020 e até hoje não foi renovado e nem elaborado. Na semana passada, conselheiros da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes) cobraram explicações sobre o programa durante a reunião do Conselho Técnico Científico, o que ficou registrado em ata. No ano passado, mais de 80 pesquisadores ligados à Capes renunciaram e alegaram que não conseguiam trabalhar seguindo padrões acadêmicos.

VAI SAIR. A Capes informou que o plano está sendo elaborado e que os nomes da nova comissão já foram selecionados e serão designados em breve. Disse ainda que houve inúmeras indicações de representantes e, por isso, precisou prorrogar o prazo da escolha.

EXPLICA. O deputado Rogério Correia (PT-MG) pediu explicações ao MEC sobre a falta de elaboração do plano de pós-graduação. No questionamento, ele cita preocupação de especialistas com a chamada “fuga de cérebros” que tem afetado o Brasil, pela ausência de perspectivas na formação profissional.

VIL METAL. A acusação de que o pastor Arilton Moura pediu ouro em troca de conseguir a liberação de recursos para construção de escolas e creches complicou e muito a situação de Milton Ribeiro no Ministério da Educação.

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