Reunião Anual da SBPC encerra neste sábado, em Belém, e destaca-se como a maior de todos os tempos

Balanço preliminar da organização do evento aponta que foram mais de 60 mil pessoas circulando e participndo de todas as atividades no campus

Após uma semana de programação científica, debates, arte, cultura e exaltação dos saberes tradicionais, a 76ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada no campus Guamá da Universidade Federal do Pará (UFPA), encerrou, neste sábado (13), com o “Dia da Família na Ciência”. O balanço preliminar da organização do evento aponta que foram cerca de 60 mil pessoas circulando e participando de todas as atividades no campus, que iniciaram na segunda-feira (8) – com abertura oficial ainda no domingo (7), no Teatro da Paz.

A exemplo dos dias anteriores, a UFPA ficou tomada de pessoas de todas as idades e formações para prestigiar o último dia do evento, que encerrou às 17h deste sábado. Foi ultima oportunidade de aproveitar e explorar as seis tendas organizadas nesta edição: Expot&c, SBPC Jovem, SBPC Afro e Indígena, Paneiro-Espaço de Cultura Alimentar, SBPC Cultural e Feira da Economia Solidária e da Diversidade. 

O dia começou com apresentação do Cordão de Pássaros Colibri, de Outeiro, trazendo alegria ao palco da tenda da SBPC Jovem com seus integrantes. “Para a gente é um grande orgulho estar aqui dentro da Universidade participando de um evento como esse. O Pássaro também é ciência. É a ciência da cultura. Tanto que não faltam, aqui na Universidade, pesquisas sobre os nossos Pássaros. Essa é uma valorização muito importante”, defendeu a mestra do Pássaro Colibri, Laurene Ataíde. 

Após a apresentação, os brincantes se juntaram ao público e saíram em cortejo pelo campus Guamá. “Consegui aproveitar o último dia para trazer minha filha que estava querendo muito vir participar. Mas a programação nem é só pra ela. É uma festa completa. Tem muita ciência e muita cultura também. Me senti representada”, declarou a funcionária pública, Solange Couto, mão de Ana Júlia, 12 anos. “Eu gostei muito. Tem muita diversão e ajuda a gente a pensar no futuro”, disse a menina. 

Balanço preliminar 

“Foi a maior e melhor Reunião Anual da SBPC de todos os tempos”.  A declaração é do presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro, feita durante sessão solene de encerramento do evento no auditório do Centro de Eventos Benedito Nunes. A afirmação resume os números ainda preliminares da edição que registrou 27.500 inscritos; recebeu a visita de mais de 15 mil crianças e jovens de escolas da cidade e toda a região e ofereceu, ao todo, 280 atividades científicas apresentadas por mais de 700 especialistas e autoridades, segundo a Secretária Geral da SBPC, Cláudia Linhares Sales.

Segundo dados preliminares levantados pela Comissão Executiva Local, da UFPA, somente na Tenda da SBPC Jovem, a estimativa diária de público foi de 15 mil visitantes, no período de 8 a 11 de julho, o que totaliza 60 mil visitantes estimados apenas em quatro dias. Tendo como público focal estudantes e professores da educação básica, a SBPC Jovem reuniu 1.500 expositores divididos em mais de 70 estandes e em três grupos principais: Parceiros históricos; Parceiros da SBPC Jovem 2024; e Projetos da UFPA. 

Na tenda voltada exclusivamente para crianças com até 5 anos, a Infâncias Mairi na SBPC, novidade da edição e fruto de uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação Escola Bosque, 1.045 pequenos e pequenas, considerando o período de 8 a 11 de julho, participaram de pelo menos uma das quatro oficinas. Entre as atividades que foram oferecidas: “Usina de pigmentos naturais”; “A transformação da argila”; “Brinquedos de equilíbrios e ventos” e a “Química das bolhas de sabão”. 

Já na Tenda Cultural, no campus do Guamá, a estimativa de visitantes foi de 5 mil pessoas por dia, acompanhando pelo menos uma das 75 atividades culturais realizadas entre os dias 8 e 12 de julho. Algumas programações da SBPC Cultural também foram realizadas no Theatro da Paz, 5 espetáculos, que receberam uma média de público de 500 pessoas por noite. No sábado (13), fechando a programação da SBPC Cultural no espaço, foi apresentado, às 20h, o espetáculo “Verde Ver o Peso” com lotação máxima da casa. 

Apoiadores

A 76ª Reunião Anual foi uma realização da UFPA e da SBPC, que teve como sócios institucionais a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM). Os patrocinadores foram a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A edição deste ano teve como parceiros institucionais a Universidade do Estado do Pará (Uepa), o Instituto Federal do Pará (IFPA), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).

E ainda, a programação contou com o apoio da Prefeitura de Belém, da Secretaria Municipal de Educação (Semec), da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Educação, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Ministério de Desenvolvimento Social.

Ciência & Cultura celebra 75 anos com live nesta terça-feira

Uma revista para falar sobre ciência, cultura e suas inúmeras conexões com nossas vidas. Essa é a Ciência & Cultura, revista de divulgação científica da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que completa 75 anos de atividade. Para comemorar essa data tão especial, a SBPC realizará uma live no dia 04 de junho, às 17h30, com transmissão pelo canal do YouTube da entidade.

live discutirá os grandes temas científicos da atualidade e a importância da divulgação científica. Participarão do evento Renato Janine Ribeiro, presidente da SBPC e professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP; Carlos Vogt, ex-reitor da Unicamp e diretor-presidente da Fundação Conrado Wessel; Ruben George Oliven, professor do programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRGS e vice-presidente (Região Sul) da Academia Brasileira de Ciências (ABC); Vanderlan Bolzani, professora do Instituto de Química da Unesp; José Galizia Tundisi, professor do Instituto de Estudos Avançados da USP e presidente da Associação Instituto Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental (IIEGA); Ima Vieira, pesquisadora titular do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); e Fernanda Antonia da Fonseca Sobral, professora emérita do Instituto de Ciências Sociais da UnB e diretora da SBPC.

Um marco da divulgação científica no Brasil

Criada em 1949 — poucos meses após a fundação da SBPC — a revista é o mais antigo veículo de divulgação científica em circulação no Brasil. Ela nasceu visando a difundir o conhecimento científico e promover uma aproximação entre cientistas e o público, com o objetivo de ser “aberta não apenas a cientistas, mas a todos os que se interessem pela ciência, por suas aplicações e pelas consequências destas”, conforme se lê na contracapa de sua primeira edição.

Nesses 75 anos, já foram publicadas 466 edições. E suas páginas já divulgaram textos de grandes nomes da ciência nacional e mundial, como Albert Einstein, Robert Oppenheimer, Carolina Bori e Johanna Döbereiner.

A publicação passou por fases diversas, mas sua missão sempre foi a de informar a comunidade científica sobre questões importantes para a ciência no Brasil. Contribuiu, e contribui até hoje, para o debate de grandes temas científicos e culturais da atualidade, atraindo a atenção das novas gerações de pesquisadores e oferecendo conteúdos para uma reflexão sobre tais temas.

De publicação trimestral, a revista apresenta, a cada edição, um tema a ser abordado do ponto de vista da ciência, da cultura, da arte e da filosofia. Todos os meses, um novo capítulo é publicado, trazendo novos artigos, ensaios, reportagens jornalísticas, textos de opinião, vídeos, podcasts e muito mais.

Acesse gratuitamente a revista Ciência & Cultura neste link e participe desta celebração!

Ciência & Cultura

Fonte: Jornal da Ciência

ICTP.br comemora 5 anos

A Iniciativa para a Ciência e Tecnologia no Parlamento (ICTP.Br) comemora 5 anos neste 8 de maio de 2024, uma data muito especial que marca lutas pelo desenvolvimento do país. De sua criação até aqui, esse coletivo de entidades trabalhou muito durante o período mais obscuro para o desenvolvimento científico e tecnológico, quando os cortes e bloqueios orçamentários eram práticas. Vencemos muitas pautas no Parlamento brasileiro, com o especial apoio de congressistas que apoiam a ciência e educação, a imprensa livre, organizações sociais e representantes de segmentos econômicos do país. Nos manifestamos, sem medos e receios, contra medidas que afetavam a ciência, tecnologia, inovação e educação no país, como também defendemos a pauta da cultura, meio ambiente e justiça social. Ou seja, é meia década de um trabalho cooperativo e reconhecido pela sociedade brasileira.

Criada em 2019, a ICTP.Br atua como um instrumento de pesquisa e ação da comunidade de C&T, interagindo com parlamentares, contribuindo e influenciando nas tomadas de decisões legislativas.

São 5 anos de muitos desafios junto às  entidades que a compõem. Portanto, nossos agradecimentos a elas: Academia Brasileira de Ciências (ABC); Associação Brasileira de Reitores de Universidades Estaduais e Municipais (Abruem); Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes); Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap); Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies); Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif); Conselho Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti); Instituto Brasileiro de Cidades Humanas, Inteligentes, Criativas & Sustentáveis (Ibrachics); Sociedade Brasileira para o Progresso  da Ciência (SBPC).

Fim das trevas

A ciência voltou a ser importante no Brasil, comemora a pesquisadora Helena Nader.
A cientista defende um pacto entre governo, empresários e universidades para elevar o nível da pesquisa no País – Imagem: Cristina Lacerda e Luara Baggi/MCTI

Presidente da Academia Brasileira de Ciência, Helena Nader faz um balanço positivo do primeiro ano de governo Lula. A cientista e professora afirma, porém, que a recomposição dos investimentos nos últimos 12 meses é insuficiente e sugere maior entre os poderes da República, o setor privado e a comunidade científica. O objetivo? Equiparar o Brasil às nações desenvolvidas na busca por soluções tecnológicas avançadas Prestes a ser anfitriã do encontro do S-20, grupo que reúne as academias de ciências dos países do G-20, Nader fala do papel do brasileiro na comunidade científica internacional e das nossas potencialidades.

Em 2022, a produção científica brasileira caiu. Após quatro anos de desmonte, era um resultado esperado?
Helena Nader: É o efeito daquilo que experimentamos nos últimos anos. Consequência não só da falta de investimento, mas do bombardeio à ciência e da falta de postura ética em relação aos jovens que gostam de ciência e viriam para essa área. A descrença, as fake news, tudo em conjunto levou a essa queda, a maior entre todos os países avaliados e só equiparada àquela da Ucrânia, que está em guerra.

Qual o balanço do primeiro ano do governo Lula?
HN: Poderia ter feito mais, sim. Mas o fato de a comunidade científica ter com quem dialogar de uma forma mais transparente e a valorização do jovem com a correção das bolsas são um sinal de que a ciência é novamente importante para o Brasil. As diversas bolsas estavam sem aumento há mais de dez anos e houve essa correção logo no início do governo, mas é preciso mais. É preciso ter o entendimento de que para esses cientistas a bolsa é um salário profissional, não um auxílio como o Bolsa Família. São formados que estão se qualificando para produzir mais ciência, tecnologia e inovação.

“Não temos mais tempo para pensar no que queremos ser quando crescer. Não somos mais um país jovem”.

A recomposição do FNDCT e a execução orçamentária da Finep, estimada em 10 bilhões de reais, surtiram efeito?
HN: Na reunião do conselho do FNDCT deste mês ficou evidente que o governo conseguiu empenhar 100% dos recursos, e essa recuperação integral é uma vitória. Mas podemos melhorar. O comitê de coordenação do fundo e o MCTI levaram à equipe econômica do governo a proposta para a repartição de 35% para investimentos reembolsáveis e 65% para não reembolsáveis, mas não foi possível estabelecer essa divisão. É uma luta que continuará em 2024, pois ciência não é gasto, é investimento. É isso que as nações desenvolvidas praticam cada vez mais. Temos, hoje, um fundo como nunca tivemos antes, ele está descontingenciado, mas ainda é pouco se o Brasil quer de fato ser líder e estar entre os países que jogam bola no G-7. Estes investem pesado em ciência, tecnologia, inovação e educação.

Como travar essa discussão na sociedade?
HN:
Em 2024, acontecerá a V Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Também é extremamente importante a retomada do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia. Ele é presidido pelo presidente da República, mas deixou de existir durante o desgoverno de Bolsonaro, que jamais reuniu o colegiado. Precisa haver essa reunião para que possamos levar nossas pautas como sociedade civil. Na conferência, temos de aproveitar o momento em que existe um diálogo importante entre a ciência, a sociedade civil e o empresariado. Não são todos os empresários que querem investir em ciência, mas aqueles que querem dialogam conosco.

O Brasil tem vantagem comparativa no setor de energia – Imagem: iStockphoto

De que forma o setor de ciência e tecnologia pode contribuir para a “neoindustrialização”?
HN: Não gosto do prefixo “neo”, mas sou favorável ao projeto. E o Brasil precisa entender que não existe um país que primeiro se industrializou para só depois investir em ciência ou cuidar da educação. Há a necessidade de se determinarem áreas, é preciso ver onde estão as maiores capacidades e onde dá para competir no mundo globalizado. Segurança alimentar e segurança hídrica, por exemplo, são duas áreas nas quais o Brasil é fronteira, mas é preciso investir, porque os outros países estão investindo. Sem ciência, o agronegócio brasileiro não vai andar para a frente porque o mundo estará de olho para saber se a gente desmatou para gerar aquele alimento ou qual quantidade de água usamos para aquela irrigação.

O governo fala em transição ecológica. A ciência brasileira está apta a responder às novas necessidades ambientais?
HN: O Brasil foi o primeiro país a ter uma fonte de energia renovável usada como combustível. Desenvolvemos, na fase de indústria, o álcool de segunda geração, assim como as fazendas solares e a energia eólica. Temos muitas coisas que valem a pena e devem continuar. Quantos ônibus e caminhões movidos com energias renováveis o Brasil tem? Toda vez que chego em São Paulo e vejo aquele pretume a sair dos canos de descarga, me pergunto onde está a tecnologia. Não adianta falar em bioeconomia sem olhar o ambiente e a comunidade no entorno. O Brasil é vanguarda, mas parece que, às vezes, se esquece disso. Assusta ver que entre as dez maiores empresas do Brasil está a Ambev, cinco ou seis bancos e algumas empresas do setor de saúde. Onde está a ciência? Chegamos a ter 34% do PIB dependente da indústria, e hoje é 11%. Não temos mais tempo para pensar no que queremos ser quando crescer. Não somos mais um país jovem. A população está envelhecendo e vai precisar de soluções, e os jovens têm de estar conectados ao século XXI, a educação tem de ser atual. Como a nossa sociedade estará daqui a dez anos?

Em 2023, o Brasil voltou a figurar entre as 50 economias mais inovadoras. O que contribuiu para o resultado?
HN: Em primeiro lugar, o trabalho de coletar dados, coisa que o Brasil não fazia da maneira correta, e um esforço por parte da Indústria de dialogar e entender como se faz o Global Innovation Index. O Brasil continua a ser reprovado pela d­­ificuldade de abrir ou fechar negócios e pela dificuldade de relação entre a universidade e a empresa. Embora tenhamos a Emenda Constitucional 85 e a Lei 13.243, nós na universidade somos reféns da interpretação de procuradores, o que impede que essa parceria vá em frente. Tudo isso influencia no ranking. Ou o País junta os três poderes para dizer “isso é relevante e nós vamos fazer” ou vai andar para trás.

“Os três poderes são relevantes se quisermos ter de fato uma ciência e uma economia pujantes”

As coisas não dependem só do Executivo.
HN: Temos de olhar também o Legislativo. Poderíamos estar com muito mais recursos se a Câmara não tivesse voltado as costas à ciência. Todos os ministérios que têm envolvimento com o tema estariam fora do chamado teto de gastos, isso foi aprovado no Senado, mas a Câmara derrubou, votou contra o próprio País. Foi triste, porque é muito pouco recurso, mas para a área teria um impacto muito grande. Os três poderes são relevantes se quisermos ter de fato uma ciência e uma economia pujantes. O Judiciário tem de seguir o que está escrito na lei, não pode haver uma interpretação para A e outra interpretação para B, é preciso regulamentação. E também um arcabouço de diálogo entre todas as unidades da federação.

O Brasil tem recuperado sua imagem em diversas frentes internacionais. Isso também aconteceu no mundo científico? Qual a avaliação sobre a participação brasileira na Cúpula do S-20 na Índia?
HN: Apesar de tudo que aconteceu nos últimos quatro anos, a comunidade acadêmico-científica continuou a acreditar na ciência brasileira. O S-20 não é um movimento de Estado, e é muito importante que esteja no fluxo da sociedade civil para que não se limite a discussão. Sem ouvir a sociedade civil fica difícil tomar rumos. Uma coisa é escrever um belo documento e outra é ele ser abraçado. O Brasil será sede do S-20 em 2024 e teremos eixos de discussão que vão do combate à pobreza à inteligência artificial. Vamos enviar aos países que integram o grupo textos com tudo aquilo que foi discutido nos grupos de trabalho temáticos da ABC. A ideia é que cada país faça um brainstorm em sua academia de ciências para que possamos chegar a um bom texto final.

A agricultura também precisa de ciência e tecnologia – Imagem: Rodolfo Perdigão/GOVMT

Energia está na agenda?
HN: Discutiremos quais os modelos de transição energética e como atingi-los, guardadas as diferenças entre os países. Na COP-28, o Brasil mostrou que quer fazer a defesa da floresta, que significa energia sustentável, mas também entrou para a Opep+. Não acho que o governo esteja errado, pois a transição, como o nome diz, não se resolve hoje, é algo que está em curso. Algumas coisas a gente pode fazer mais rápido, outras nem tanto, mas em nenhuma hipótese se deve esquecer da ciência. Se o Brasil for de fato explorar petróleo na Margem Equatorial, tem de olhar o que a ciência diz e quais os modelos a serem adotados. A ciência tem como ajudar.

Os cientistas estão entre os profissionais que gozam de maior credibilidade no País. Isso a surpreende?
HN: Fico lisonjeada. Estamos no caminho certo ao mostrar para a sociedade o valor da ciência. Agora temos de convencer uma parte da sociedade, pequena, mas que decide os investimentos. Para esses que colocaram a ciência como extremamente relevante, agradeço de verdade, mas digo também que prestem atenção quando forem votar para vereador, ­deputado e senador. Ao votar, veja bem se o que o seu candidato vai fazer é o que você quer para o Brasil. Eles vão decidir se a ciência vai ser importante para o desenvolvimento social sustentável do País.

Brasil sobe duas posições e é a 9ª economia do mundo, diz FMI

FMI calculou PIB nominal do país em US$ 2,13 trilhões em 2023; Estados Unidos, China e Alemanha seguem liderando o ranking

Com uma projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,1% em 2023, o Brasil subirá duas posições e ficará em 9º lugar no ranking de maiores economias do mundo FMI (Fundo Monetário Internacional).

O Fundo projeta que o PIB nominal do Brasil fechará 2023 em US$ 2,13 trilhões, ultrapassando por pouco o Canadá (US$ 2,12 trilhões). Em 2022, o Brasil estava em 11º lugar. Segundo o FMI, até 2026, o país pode subir para a 8ª posição, com um PIB estimado em US$ 2,476 trilhões.

Os dados são do relatório mais recentesdo World Economic Outlook (Perspectiva Econômica Mundial, na tradução), divulgado em outubro. Eis a íntegra do documento (PDF – 10 MB).

As projeções indicavam que a economia brasileira teria um crescimento de 3,1% em 2023, o que representa um aumento de 1 ponto percentual em relação às estimativas feitas em julho deste ano.

Em 2024, a previsão de crescimento é de 1,5%, ficando abaixo da estimativa da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que projeta uma expansão de 1,8% para a economia brasileira no mesmo ano. Por outro lado, o Ministério da Fazenda estima um crescimento de 2,2%.

De acordo com o FMI, os Estados Unidos, a China e a Alemanha mantiveram suas posições como as maiores economias globais neste ano. Os PIBs estimados de 2023 foram de US$ 26,95 trilhões, US$ 17,7 trilhões e US$ 4,43 trilhões respectivamente.

Este ano, o órgão prevê uma desaceleração na economia mundial, com um crescimento de 3% em comparação com 3,5% em 2022. Para 2024, a estimativa do FMI é um crescimento global de 2,9%.

Confira o ranking das 20 maiores economias do mundo em 2023, segundo projeção do FMI:

Em seu perfil no X, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou o resultado. “Vocês não sabem o trabalho que dá para ter tanta sorte…”, escreveu.

Morre Ennio Candotti, fundador do Museu da Amazônia 

A ICTP.br lamenta profundamente o falecimento de um gigante, o físico e professor Ennio Candotti. Ennio foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), por quatro mandatos. Atualmente, era diretor do Museu da Amazônia (Musa), instituição que fundou. 

O professor Ennio Candotti era um entusiasta da Ciência e, por seu trabalho de popularização do setor, foi homenageado com o prêmio Kalinga, pela Unesco. Trata-se do prêmio mais antigo da Unesco, datando de 1951, para pessoas ou entidades que, pelas contribuições significativas na popularização científica, “contribuíram para reduzir a distância entre a ciência e a sociedade”.

Nossos sentimentos a todos os familiares e amigos!

Um marco na história: 75 anos da Declaração dos Direitos Humanos

A Declaração dos Direitos Humanos é um marco na história e neste ano completa 75 anos. A Declaração foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações

A Declaração dos Direitos Humanos é um marco na história e neste ano completa 75 anos. A Declaração foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, em 10 de dezembro de 1948. Representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo participaram da elaboração do documento que estabeleceu pela primeira vez na história a proteção universal dos direitos humanos. O documento estabelece os direitos e liberdades fundamentais de todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, religião, nacionalidade ou qualquer outra condição.

No programa Diálogos na USP, em 8/12, às 11h, Marcello Rollemberg e Luiz Roberto Serrano conversam com Paulo Sérgio Pinheiro, pesquisador do Núcleo de Estados da Violência (NEV), professor titular do Departamento de Ciência Política (aposentado) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, ambos da Universidade de São Paulo, e preside, desde 2011, a Comissão Independente Internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) de investigação sobre a República Árabe da Síria, em Genebra.

MEC comemora 15 anos de Institutos Federais no país

Para marcar a data, foi criado o projeto multimídia ‘Institutos Federais, a cara do Brasil’, com relatos de pessoas que integraram essa história

Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) completam, neste mês, 15 anos de atividades no país. Criados em 29 de dezembro de 2008, pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, os IFs atuam em ensino, pesquisa e extensão.

Para celebrar este trabalho, o Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta segunda-feira (4/12), uma cerimônia no auditório do Museu Nacional da República. Durante o evento, ainda aconteceu a exibição do documentário “Institutos Federais, a cara do Brasil”, para estrear a exposição fotográfica que leva o mesmo nome. E também foi lançado um selo postal personalizado dos Correios.

Projeto

Para marcar os 15 anos, o MEC, por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), desenvolveu o projeto multimídia “Institutos Federais, a cara do Brasil”. Nesta iniciativa, foram selecionadas 15 pessoas do país. Entre elas, professores, técnicos, estudantes e egressos dos IFs, convidadas a contar suas trajetórias e vivências nos Institutos Federais.

Essa interação resultou no documentário e na exposição de fotos, que narram a atuação dessas pessoas nos IFs, além de destacarem a relevância educativo-social dos Institutos para as regiões onde estão inseridos.

História

Em 1909, foram criadas 19 escolas de Aprendizes e Artífices, ligadas à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. E em 2008, foram criados os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, no atual modelo.

No Brasil

Atualmente, os Institutos Federais (IFs) contam com 600 campi, em todas as regiões do país.
Os institutos oferecem cursos de qualificação profissional, técnicos, graduação e pós-graduação, atingindo mais de 1 milhão de jovens e adultos.
Mais informações sobre os IFs.

ENTIDADES CIENTÍFICAS DEFENDEM QUE C&T FIQUE FORA DOS LIMITES DO NOVO ARCABOUÇO FISCAL

As entidades que compõe a Iniciativa para Ciência e Tecnologia no Parlamento Brasileiro (ICTP.br) se unem para reivindicar que a área fique fora do limite de gastos instituído pelo Novo Arcabouço Fiscal (NAF), proposto pelo governo federal.

As nove organizações científicas, dentre as quais estão a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a associação nacional de reitores (Andifes), encaminharam carta nesta terça-feira, 4 de julho, ao relator do Projeto de Lei do novo arcabouço fiscal na Câmara Federal. No documento, a ICTP.br pede ao deputado Claudio Cajado (PP-BA) “que seja mantido o texto que veio do Senado Federal, que exclui a Ciência, Tecnologia e Inovação das restrições do Novo Arcabouço Fiscal – NAF”.

O documento foca no valor de R$ 3,2 bilhões para C,T&I, cuja exclusão do teto foi aprovada pelo Senado Federal. “Agora estamos na dependência da Câmara seguir o Senado”, observa o economista Fábio Guedes Gomes, secretário executivo da ICTP.br. “Por isso, apelamos ao deputado Claudio Cajado para que, em seu relatório, contemple a decisão dos senadores”.

“O impacto fiscal será quase irrelevante e o orçamento do governo federal à C,T&I ainda é muito pequeno para que essas áreas, pela importância estratégica que possuem, sofram ainda mais restrições”, diz o documento ao lembrar que “desde 2015 tem sido sistemático o contingenciamento e corte nesses valores, em especial no último governo”.

Nas contas feitas pela ICTP.br, os R$ 3,2 bilhões representam apenas 0,06% do orçamento do governo federal para este ano, que é de R$ 5,3 trilhões, e equivalem a 0,03% do PIB brasileiro registrado em 2022. O documento aponta que, “para efeito de comparação, em 2020 os investimentos governamentais em C,T&I como proporção do PIB alcançaram 0,73% na França, 0,93% na Alemanha, 0,51% em Israel, 1% na Coréia do Sul, 0,60% em Portugal, 0,57% na Inglaterra e 0,74% nos EUA”.

Na avaliação de Gomes, “o Brasil, que já está defasado em relação a vários países, se tornará ainda mais distante deles se o orçamento de C,T&I não for excluído do teto de gastos”. diz.

Renato Janine Ribeiro é reeleito presidente da SBPC e Diretoria mantém maioria feminina

SBPC divulga resultados das eleições para Diretoria, parte do Conselho e Secretarias Regionais. Processo se encerrou nessa segunda-feira, 19 de junho, após 3 semanas de votações online

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) acaba de anunciar o resultado das eleições de 2023, e o filósofo, professor titular da USP e ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, foi reeleito para a Presidência da instituição. Ao conduzir a entidade em um período crucial para o avanço científico no país, o presidente da SBPC conquistou a confiança dos sócios com 1.889 votos para mais um mandato de dois anos, que se estenderá de julho de 2023 a julho de 2025.

Ao lado de Janine Ribeiro, Francilene Procópio Garcia, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e Paulo Artaxo, professor titular do Instituto de Física da USP, foram eleitos vice-presidentes. Garcia passa da Secretaria da entidade à Vice-Presidência, tendo recebido 1.533 votos. Com 1.238 votos, por sua vez, Artaxo será reconduzido ao cargo que ocupa desde 2021.

A participação dos sócios da SBPC foi destaque destas eleições, com um índice de envolvimento de mais de 63%, superando o processo eleitoral anterior. A votação para a renovação da Diretoria, parte do Conselho e Secretarias Regionais contou com uma ampla adesão, refletindo o interesse crescente dos sócios em contribuir para o desenvolvimento da ciência no País.

Para a Diretoria, 1.994 sócios votaram (65,38% dos 3.050 aptos a votar). Já para o Conselho, 1.899 sócios participaram (62,26% dos 3.050 aptos) e para as Secretarias Regionais, foram 1.879 sócios votantes (63,80% dos 2945 aptos a votar).

Uma conquista notável da SBPC é a manutenção da composição majoritariamente feminina de sua Diretoria. Sete mulheres cientistas foram eleitas para cargos-chave, destacando a importância da representatividade no campo científico.

Além de Francilene Procópio Garcia, Claudia Linhares Sales, professora titular da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi reeleita secretária-geral com 1.861 votos, consolidando seu papel fundamental na gestão da SBPC. As três vagas da Secretaria foram preenchidas por Marilene Corrêa da Silva Freitas, professora titular da Universidade Federal do Amazonas (1.597 votos), que chega pela primeira vez ao quadro de diretores da entidade, Fernanda Sobral, professora emérita da Universidade de Brasília (UnB), que deixa o cargo de vice-presidente da SBPC após duas gestões (1.425 votos), e Laila Salmen Espíndola, professora da UnB (1.320 votos), que foi reeleita.

As duas vagas de Tesoureiros foram mantidas por Marimélia Porcionatto, professora e vice-diretora da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (1.823), e Ana Tereza de Vasconcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Computação Científica (1.824).

A Comissão Eleitoral, presidida por Anderson Gomes, ressaltou a transparência e a segurança do novo sistema de votação utilizado nas eleições. Segundo Gomes, graças à versão do Helios Voting, cedida pela Universidade de São Paulo (USP), foi possível garantir a integridade dos votos por meio de criptografia e realizar a apuração eletrônica de forma precisa e confiável. “O sistema é amplamente utilizado por grandes organizações, incluindo sociedades científicas e profissionais, além de inúmeras Instituições de Ensino Superior, e é dotado de um mecanismo altamente seguro de computação e apuração eletrônicas dos votos”, disse.

Gomes também ressaltou o engajamento dos sócios, que demonstraram o interesse e a preocupação com o futuro da SBPC e do desenvolvimento científico do País, especialmente nesse momento de reconstrução. “O sistema possibilitou observar que cerca de 65% dos sócios votaram para a Diretoria, 62% para o Conselho e 63% para as Secretarias Regionais. Isso mostra que os sócios continuarão atentos e esperam que a SBPC dê continuidade ao trabalho desenvolvido.”

O processo de votação teve início em 29 de maio e contou com a participação dos sócios ativos votantes, ou seja, aqueles que estavam em dia com a anuidade referente a 2023 e/ou 2022 até o dia 24 de maio. A votação se encerrou nessa segunda-feira, 19 de junho e a apuração dos votos ocorreu na manhã desta terça-feira, 20.

Conselho e Secretarias Regionais

Além da eleição da Diretoria, a SBPC também realizou eleições para renovação de parte do Conselho e das Secretarias Regionais. O processo seguiu as diretrizes estatutárias, com candidaturas regionais em diferentes áreas do País. Diversos candidatos concorreram em cada região, e os eleitos reforçarão a representatividade e o compromisso da SBPC em promover a ciência em todo o território brasileiro.

Para os estados que compreendem a área A (Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), em que havia uma vaga em disputa, foi eleito José Luiz de Souza Pio.

Nos estados da área B (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), dois candidatos concorreram a duas vagas. Os eleitos foram Rosângela Janja Costa Araújo e Armênio Aguiar dos Santos.

Nos estados da área C, que compreende o Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, três candidatos concorreram a três vagas. Os eleitos foram Nilma Lino Gomes, Ronaldo Pilati e Marcos Assunção Pimenta.

Na área D, que engloba os estados Espirito Santo e Rio de Janeiro, oito candidatos concorreram a quatro vagas. Os eleitos foram Luiz Davidovich, Ligia Bahia, Eliane Volchan e Cristina Engel de Alvarez.

Em São Paulo, região da área E, sete candidatos concorreram a 4 vagas. Os eleitos foram Soraya Smaili, Glaucius Oliva, Angela Kaysel Cruz e Marie Anne Van Sluys.

Para a última região, a área F (Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), três candidatos concorreram a uma vaga. O eleito foi André de Ávila Ramos.

Além dos candidatos acima eleitos, comporão o Conselho, como representantes das Sociedades Científicas Afiliadas, com mandato de julho de 2023 a julho de 2025: Humanas: Geovana Mendonça Lunardi Mendes e Marluce Evangelista Carvalho Zacariotti (suplente), Biológicas e da Vida: Eduardo Colombari e Fernando Rosado Spilki (suplente), e Exatas e Tecnológicas: Denise Maria Zezell e Eliana Silva de Almeida (suplente).

Secretarias Regionais

Foram eleitos candidatos para as 22 Secretarias Regionais. São eles:

Alagoas

Secretário Regional: Vandick da Silva Batista (UFAL)

Amazonas

Secretária Regional: Fernanda de Pinho Werneck (INPA)

Secretária Regional Adjunta: Patrícia Melchionna Albuquerque (UEA)

Bahia

Secretária Regional: Tânia Hetkowski (UNEB)

Secretária Regional Adjunta: Salete de Fátima Noro Cordeiro (UFBA)

Ceará

Secretário Regional: Cleanto Rogério Rego Fernandes (IFCE)

Secretário Regional Adjunto: Lindberg Lima Gonçalves (UFC)

Distrito Federal

Secretário Regional: Gilberto Lacerda dos Santos (UnB)

Secretário Regional Adjunto: Luciano Rezende Moreira (IFB Campus Planaltina)

Goiás

Secretária Regional: Vanessa Gisele Pasqualotto Severino (UFG)

Secretária Regional Adjunta: Márcia Cristina Hizim Pelá (UNIFAN)

Maranhão

Secretária Regional: Ivone Lopes Lima (UFMA)

Secretária Regional Adjunta: Flávia Rebelo Mochel (UFMA)

Mato Grosso do Sul

Secretário Regional: Diogo Borges Provete (UFMS)

Secretário Regional Adjunto: Ivo Leite Filho (UFMS)

Minas Gerais

Secretária Regional: Cristiana Ferreira Alves de Brito (Fiocruz)

Secretário Regional Adjunto: Pedro Luiz Teixeira de Camargo (IFMG)

Pará

Secretária Regional: Rosa Carmina de Sena Couto (UFPA)

Secretário Regional Adjunto: José Guilherme Carvalho da Silva (FASE)

Paraíba

Secretário Regional: Diogo Lopes de Oliveira (UFCG)

Paraná

Secretário Regional: Marcos Cesar Danhoni Neves (UEM/Maringá)

Secretário Regional Adjunto: Hugo Valadares Siqueira (UTFPR)

Pernambuco

Secretário Regional: José Thadeu Pinheiro (UFPE)

Secretário Regional Adjunto: Ascendino Flávio Dias e Silva (UFPE)

Piauí

Secretária Regional: Rute Maria Gonçalves de Andrade (FMHA)

Secretária Regional Adjunta: Olívia Cristina Perez (UFPI)

Rio de Janeiro

Secretária Regional: Marta Feijó Barroso (UFRJ)

Secretário Regional Adjunto: Thiago Signorini Gonçalves (Observatório do Valongo)

Rio Grande do Norte

Secretária Regional: Lucymara Fassarella Agnez Lima (UFRN)

Secretário Regional Adjunto: Daniel Chaves de Lima (IFRN)

Rio Grande do Sul

Secretária Regional: Marcia Maria Auxiliadora Naschenveng Pinheiro Margis (UFRGS)

Secretária Regional Adjunta: Angela Terezinha de Souza Wyse (UFRGS)

Rondônia

Secretário Regional: Estevão Rafael Fernandes (UNIR)

Secretária Regional Adjunta: Dany Roberta Marques Caldeira (IFRO)

Santa Catarina

Secretária Regional: Maria Elisa Máximo (Pesquisadora Associada do GrupCiber/UFSC)

São Paulo – SP I

Secretária Regional: Giselle Zenker Justo (UNIFESP)

Secretária Regional Adjunta: Marcela Sorelli Carneiro Ramos (UFABC)

São Paulo – SP II

Secretário Regional: Rodolfo Jardim de Azevedo (UNICAMP)

São Paulo – SP III

Secretária Regional: Mirlene Fátima Simões (Unesp/FCLAr)

A SBPC continua sua trajetória de liderança e compromisso com o avanço científico do país, e os resultados das eleições de 2023 confirmam a solidez e a representatividade da instituição. Confira neste link o relatório de apuração.

Os eleitos serão empossados no dia 27 de julho, na Assembleia Geral Ordinária dos Sócios, que será realizada durante a 75ª Reunião Anual da SBPC, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba.

Jornal da Ciência